segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Leixões na rota do turismo! (14/2017)


Escalas de navios em porto na primeira quinzena de Setembro

A última quinzena esteve animada com as escalas de diversos navios, salientando-se a primeira visita ao porto do iate de luxo "Variety Voyager", a operar como navio de passageiros no mercado de cruzeiros. Foram praticamente cumpridas as visitas previstas neste período, à excepção do navio "Sea Cloud II", por motivos não conhecidos.

No dia 1, o navio de passageiros "Silver Muse"
Chegou procedente de Lisboa, tendo saído com destino à Corunha.

No dia 2, o navio de passageiros "Aegean Odyssey"
Chegou procedente da Corunha, saiu com destino a Lisboa

No dia 5, o navio de passageiros "Mein Schiff 4"
Chegou procedente da Corunha, tendo saído com destino a Lisboa

No dia 6, o navio de passageiros "Tuy Discovery 2"
Veio proveniente de Vigo, tendo saído com destino a Lisboa

No dia 7, o navio de passageiros "Hebridean Sky"
Chegou procedente da Corunha, saiu com destino a Lisboa

No dia 8, o navio de passageiros "Star Pride"
Chegou proveniente de Vigo, tendo saído para Lisboa

No dia 13, o iate de luxo com passageiros "Variety Voyager"
Chegado procedente de Vigo, saiu também com destino a Lisboa

No dia 13, o navio de passageiros "Costa Magica"
Chegou procedente da Corunha, continuou viagem rumo a Lisboa

No dia 14, o navio de passageiros "Azamara Journey"
Chegou procedente de Bilbao, saindo com destino a Lisboa

No rio Douro

Lugre "Santa Maria Manuela"
O navio pela primeira vez, depois da mudança de proprietário, esteve de regresso ao rio Douro, entre os dias 9 a 14, tendo atracado no cais de Gaia. Chegou procedente do Havre e saiu com destino a Lisboa.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Divulgação


Dia do porto de Leixões 2017


É já no próximo sábado que o porto de Leixões abre as portas, para animadamente celebrar a passagem de mais um dia festivo.
O programa apresentado no respectivo cartaz, sugere praticamente a repetição de eventos apresentados nos anos anteriores, o que de certo modo garante novo sucesso, em termos de exigência e interesse.
Para este ano a administração do porto, em colaboração com a Marinha de Guerra Portuguesa, promovem o regresso a Leixões do navio-escola "Sagres", que atracando no novo terminal de passageiros, vai igualmente possibilitar a visita ao navio entre as 10 horas da manhã e as 7 horas da tarde, decididamente a cereja em cima do bolo.
Pela nossa parte, cabe com imensa satisfação apresentar os nossos votos de parabéns à administração e restante equipa de trabalhadores portuários, por mais este aniversário.

sábado, 9 de setembro de 2017

História trágico-marítima (CCXXXVII)


O naufrágio do lugre "Britónia"

Viana, 25 – Naufragou o lugre “Britónia”, na Ponta Tornada.
Espera-se ser possível salvar a tripulação.
(In jornal “Comércio do Porto”, sábado, 26 de Abril de 1924)

Desenho de um lugre, sem correspondência ao texto

Características do lugre “Britónia”
1923-1924
Armador: Bernardo Pinto Abrunhosa, Viana do Castelo
Nº Oficial: 80 - Iic: H.B.R.O. – Porto de registo; Viana do Castelo
Construtor: M. Leis Hermida, Noya-Obrés, Espanha, 1917
ex “Manuel”, (Proprietário espanhol não identificado)
ex “Arosa”, Enrique Lorenza Gil, Vigo, Espanha
Arqueação: Tab 120,98 tons - Tal 104,21 tons
Dimensões: Pp 26,29 mts - Boca 7,11 mts - Pontal 2,79 mts
Propulsão: À vela
Equipagem: 7 tripulantes

No mar de Viana  - Viagem tormentosa
Naufrágio - Em perigo - Os socorros - Salvos!
Viana do Castelo, 26 – A nossa terra assistiu ontem a um emocionante espectáculo – o naufrágio do lugre “Britónia”, propriedade de Bernardo Pinto Abrunhosa.
O vento soprava rijo de sudoeste e o mar, embravecido pelo vendaval, encarreirava o lugre, que navegava com as marcas da barra feitas, ou não viessem a bordo homens experimentados e conhecedores de todos os «petões» que na mesma existem. Na boca da barra, o gasolina com os pilotos fazia sinais ao navio para orçar mais ao mar ou mais à terra, conforme as exigências do seco, que nas últimas cheias fizeram na «Ponta da Tornada», prolongando-o até lá muito fora.
Sobre o castelo da proa vinha um marinheiro, que transmitia ao homem do leme os sinais que recebia do gasolina. E o lugre avançava, velas enfunadas, parecendo orgulhar-se de transpôr as altas montanhas de água que na sua frente se erguiam.
Mais um sinal feito pelo «gasolina» para que o “Britónia” desfizesse de rumo para noroeste; porém, o navio não obedeceu e foi cair sobre a areia acumulada desde a «Tornada» até quase ao «Ladrão».
Não se descreve a emoção que isto trouxe ao espírito das já milhares de pessoas, que nos cais e pontos elevados assistiam ao desenrolar deste drama marítimo. A bordo do “Britónia” começou a azáfama para conseguirem safá-lo e em terra não foi menor a azáfama para tratarem do salvamento da tripulação, que o navio perdido estava.
O salva-vidas foi imediatamente lançado à água e era vê-lo galgar as vagas alterosas, como que a escarnecer da sua indómita bravura, e às catraias dos pilotos não faltaram tripulantes, todos prontos a prestar os socorros que pedissem. Mas nenhuma destas embarcações se podia aproximar do “Britónia”, que as vagas varriam da proa à popa.
Há gritos, lamentos, e o navio, de quando em quando, vai ficando em mais crítica situação. O salva-vidas consegue alcançar uma bóia lançada de bordo, segura a um cabo que é preso no Bugio, para ser estabelecido o cabo de vai-vem, mas como a distância era muita, os náufragos não utilizaram desse meio de salvação, que a meio caminho os poderia recolher, porque estariam sem vida ou gravemente feridos.
Resolveram então levar o aparelho porta-cabos para o Cabedelo; foram feitos cinco tiros, mas os projécteis perderam-se por terem rebentado as linhas que conduziam, para ser estabelecido o serviço. Entretanto, a noite aproximava-se.
No coração de tanta gente que assistia ao tenebroso quadro, havia a dor dilacerante ocasionada pelo receio de que ali tão perto de suas casas, talvez a vê-las branquear, iam morrer sete criaturas tragadas pelo mar que, a espaços, ia desfeiteando aos poucos aquele navio. E essa gente, boa e crente, que rezava pedindo a Deus pela boa sorte e salvação dos navegantes, foi acender as lâmpadas das igrejas.
A uma menina moradora na rua do Loureiro, ouvimos dizer: «tenhamos fé, os marinheiros não morrem, porque a luz que acendi à Virgem está tão linda!». Bendita crença! E hoje de manhã, essa mesma criança, conversando com os vizinhos, disse-lhes: «Viram como a Virgem salvou os marinheiros!...».
O lugre, ao escurecer, atravessou ao mar. Tudo, perdido, ouvimos dizer a homens práticos. Que tristeza! E homens do mar, bombeiros voluntários e gente do povo por ali permaneceram até altas horas. O mar rugia e o vento soprava violentamente. Nem uma luz na praia se podia conservar. E para maior infelicidade dos pobres náufragos, a cidade esteve ontem às escuras.
Meia-noite. Ouvimos dizer: «Já estão salvos quatro náufragos».
Fomos procurá-los. Encontramos um na cozinha de sua casa a mudar de roupa e mesmo ali nos recebeu, É um rapaz alto, agradável. Chama-se Manoel Gonçalves Muxaxo, de 19 anos. Depois de mudar de roupa, comeu uma tigela de caldo, pois tinha bastante fome.
Perguntamos-lhe se o navio desgovernou quando do «gasolina» lhe foi feito sinal para mudar de rumo. Respondeu-nos que se lhes havia partido o galdrope.
- Como se salvaram?
- Por um cabo que cinco homens, que praticaram a temeridade de se colocar no perigoso cais de madeira, no Cabedelo, nos jogaram para bordo. Eu já estava disposto a jogar-me à água, quando de terra preveniram que iam lançar um cabo. Efectivamente, poucos momentos depois caía na proa do lugre um cabo, com uma peça de metal na extremidade, daqueles que os bombeiros usam à cinta. Seguro, bem seguro ao mastro da proa, começou o serviço de salvamento. E na graça de Deus, cá estamos em terra firme.
- E se não fosse a resolução de estabelecer esse serviço, não havia outras probabilidades de se salvarem?
- Talvez não nos salvássemos porque o mar saltava sobre o navio de lado a lado.
- A viagem foi tormentosa?
- Bastante. Saímos de Mazagão na quinta-feira Santa e por aí viemos aos trambolhões.
- Os nomes desses cinco homens?
- O Baptista do salva-vidas, o capitão do lugre “Condestável”, e os pescadores Manoel da Silva, Manoel Pacheco e César Martins.
- A que horas foi atirado o cabo para bordo?
- Seriam 11 horas.
- Claro, que vocês ficaram aliviados?
- Não queria. Estávamos empitados até aos ossos. Olhe que se não morrêssemos afogados, morríamos de frio. Despedimo-nos do rapaz, porque o reconhecemos extenuado. Mas antes de sairmos, ainda lhe fizemos esta pergunta:
- Aquele gageiro que subia e descia as enxárcias, o que fazia?
- Era eu e cortava os cabos para prevenirmos qualquer hipótese de precisarmos deles para nos salvarmos.
- Então não tinham outros a bordo?
- Tinhamo-los na câmara; mas ninguém podia lá ir, porque estava completamente inundada.
Retiramo-nos.
O lugre “Britónia” lá está na praia, a desmantelar-se. Parece que ainda há esperanças de salvar a carga, que é gesso. Quanto aos tripulantes, se o mar amainar, ainda esperam salvar as suas roupas e quaisquer utensílios de bordo.
(In jornal “Comércio do Porto”, Domingo, 27 de Abril de 1924)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

História trágico-marítima (CCXXXVI)


O naufrágio da chalupa “Farol”

Viana do Castelo, 27 – Nas alturas de Peniche naufragou a chalupa “Farol”, propriedade dos srs. José Rodrigues Maduro Filho, João M. Couto Viana e Manuel Martins Giesta.
A violenta nortada e mar aberto partiu-lhe o leme e fê-la abrir água.
A tripulação foi salva por um vapor francês, tendo chegado ante-ontem a esta cidade. Perdeu todos os seus haveres.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça-feira, 28 de Abril de 1925)

Desenho de uma chalupa, sem correspondência ao texto

Características da chalupa “Farol”
Armadores: José Rodrigues Maduro Filho, João Martins Couto Viana e Manuel Martins Giesteira, Porto
Nº Oficial: 67 - Iic: H.F.R.A. - Porto de registo: Viana do Castelo
Construtor: José de Azevedo Linhares, Esposende, Outubro, 1920
Arqueação: Tab 68,23 tons - Tal 49,38 tons
Dimensões: Pp 21,48 mts - Boca 5,94 mts - Pontal 2,43 mts
Propulsão: À vela

De acordo com documento oficial disponível com informação do naufrágio, o sinistro ocorreu no dia 20 de Abril, a cerca de 20 milhas a oeste do Porto, tendo a tripulação sido resgatada pela chalupa lagosteira francesa Jeanne d’Arc.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

História trágico-marítima (CCXXXV)


Póvoa de Varzim
Naufrágio – Pormenores do sinistro

Na noite de ante-ontem para ontem deu à costa, na Póvoa de Varzim, a escuna portuguesa “Esperança”, pertencente à firma Lázaro de Oliveira & Cª., da praça de Olhão, no Algarve.
O navio foi acossado pelo temporal, quando pairava por alturas do Cabo da Roca e a custo se aguentou, durante uns dias, depois de haver perdido velas, mastros, etc., até que teve de dar à costa a despeito dos esforços feitos pelo respectivo capitão, Sebastião dos Reis, que é um verdadeiro lobo-do-mar, condecorado com a Torre e Espada e uma medalha Humanitária.
Salvou-se toda a tripulação, da qual faziam parte dois homens naturais do Porto, da freguesia de Massarelos e dois de Aveiro. O navio, que se considera perdido, está a ser destruído por ondas alterosas.

Desenho de chalupa, sem correspondência ao texto

Características da chalupa “Esperança”
Armador: Lázaro de Oliveira & Cª., Olhão
Nº Oficial: A-712 - Iic: H.E.C.A. - Porto de registo: Olhão
Construtor: N/d
Arqueação: Tab 73,53 tons - Tal 61,79 tons
Dimensões: N/d
Propulsão: À vela

O navio “Esperança” deve medir 18 a 20 pés de comprimento, de fundo achatado, com dois grandes mastros e pertence, como atrás referido, ao sr. Lázaro de Oliveira, farmacêutico em Olhão e importador e exportador naquela praça, onde está registado.
Por entre um vendaval desfeito, o mar agitadíssimo e a chuva a fustigar fortemente, o “Esperança” deu à costa pelas 9 horas da noite.
Apesar da violência do temporal que caía e da escuridão que nada permitia ver, numerosíssimas pessoas afluíram à praia, ali chamados pelos gritos dos tripulantes que pediam socorro.
Embora tivesse dado à costa, o navio continuava a ser batido por vagas alterosas. Estava ele completamente atravessado na areia, em frente ao prédio do sr. dr. Caetano Marques de Oliveira, para onde o mar o atirou, num arranco titânico de forte vaga.
Dentro, na câmara, estava ainda a tripulação, desorientada e faminta, por isso que desde o dia 15 estavam sem comer; tudo que levavam na proa tinha sido batido pelas ondas e arremessado ao mar.
O capitão do navio foi o primeiro a vir à proa, surpreendendo-se ao perceber que estava na Póvoa, terra que ele desconhecia. Ao acaso, sem esperança alguma, a tripulação estava salva.
O capitão do navio é um arrojado e forte marinheiro, que ostenta ao peito uma medalha do Instituto de Socorros a Náufragos e a Torre Espada. Não é preciso dizer mais nada para saber-se o quanto vale Sebastião dos Reis. Tem 38 anos de idade e 22 de vida passada no mar; nasceu em Olhão, é casado e tem 3 filhos.
O navio foi construído em 1919, conta três viagens de Olhão a Leixões e destinava-se agora a Inglaterra, a fazer um carregamento de bacalhau para Aveiro, consignado ao sr. Júlio Forte Homem, proprietário do navio “Argonauta”(?), dos bancos da Terra Nova.
O “Esperança”, agora destruído, andava desarvorado e sem panos, pedindo socorro desde terça-feira, por meio de bandeiras. Navios que passavam ao largo transmitiram a notícia pela T.S.F., mas foi baldado o trabalho, porque, em poucas horas, este mesmo navio galgava milhas seguidas, afastando-se ininterruptamente do local onde era procurado.
Perdidas as esperanças, os tripulantes refugiaram-se na câmara, amarrando-se por um lais de guia ao mestre Sebastião dos Reis, aguardando ali a morte. E assim andaram até que o navio foi bruscamente arremessado à praia da Póvoa de Varzim, entre o paredão que lhe ficava à direita e os cachopos à esquerda.
«Foi um milagre (declara o capitão); se o navio larga 3 graus para a esquerda ou para a direita ficava ali mesmo destruído e nós estávamos já todos mortos!»
Três dos tripulantes foram logo salvos; os outros estiveram na iminência de perecer ali, sendo a custo salvos pela abnegação de Sebastião dos Reis, auxiliado por algumas praças da Guarda-fiscal que prontamente acudiram.
O navio, que vinha em lastro, não estava no seguro, ao que se afirma.
É um bravo, e um herói o capitão do “Esperança”. A Grã-Cruz da Torre e Espada foi-lhe conferida porque, sendo prisioneiro dos alemães logo nos primeiros meses do conflito europeu, foi obrigado a combater contra os aliados, chegando a comandar um submarino, que mais tarde conseguiu entregar ao governo inglês.
A outra condecoração ganhou-a por ter salvo 55 náufragos – 27 noruegueses e 28 portugueses, em diversas conjunturas de perigo.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça-feira, 22 de Dezembro de 1925)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Leixões na rota do turismo! (13/2017)


Navios em Leixões durante o mês de Agosto

Durante este período registaram-se apenas oito escalas de navios de passageiros em porto, eventualmente a adivinhar os dias de muita névoa e aguaceiros, que se fizeram sentir no norte do país. Se para tal houver correspondência, e antecipando a larga quantidade de navios esperados chegar durante o mês de Setembro, é presumível admitir que o tempo estará muito bom para recebê-los.

No dia 8, nova escala em porto do navio de passageiros "Ventura"
Chegou procedente de Lisboa, saindo com destino a St, Peter Port

Nos dias 9 e 23, escalas do navio de passageiros "Tui  Discovery 2"
Em ambas as ocasiões veio procedente de Vigo, saindo para Lisboa

No dia 12, novo regresso do navio de passageiros "Mein Schiff 4"
Vindo procedente de Lisboa, saiu com destino à Corunha

No dia 24, fez escala em porto o navio de passageiros "Star Legend"
Chegado procedente do Ferrol, saiu com destino a Lisboa

No dia 26, escala inaugural do navio de passageiros "Aida Sol"
Chegou procedente da Corunha, saindo com destino a Lisboa

No dia 31, regresso do navio de passageiros "Astoria"
Chegou procedente de Vigo, saiu com destino a Lisboa

Navio-escola da Marinha Portuguesa NRP "Sagres"
O navio embaixada itinerante nacional passou por Leixões entre os dias 23 a 25 de Agosto, para mais uma vez ser brindado com a visita de alguns milhares de pessoas. O navio chegou procedente da Base Naval de Lisboa, tendo seguido viagem com destino ao Havre.

Navio-escola da Marinha da Colômbia ARC "Gloria"
De visita ao porto para descanso da guarnição entre os dias 28 de Agosto até ao 1º dia de Setembro. O navio encontra-se a realizar uma viagem de instrução de cadetes, com a duração estimada em 6 meses.
Saído de Cartagena, na Colômbia, fez escala em portos de países na América do Sul e nos Estados Unidos, partindo de Hamilton, Bermudas, para cruzar o Atlântico com destino ao Havre, último porto antes de chegar a Leixões. O próximo porto de escala será nas Canárias.
O bergantim-barca "Gloria" desloca 1.300 toneladas de arqueação, tem 76,00 metros de comprimento máximo, 64,60 metros de comprimento entre perpendiculares e 10,60 metros de boca.
A altura máxima dos mastros é de 40 metros, a superfície vélica é de 1.400 metros, a velocidade com motor é de cerca de 10,5 milhas por hora, tem autonomia de navegação para 60 dias e a guarnição permanente ronda os 94 tripulantes.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

História trágico-marítima (CCXXXIV)


Ocorrência marítima
O naufrágio do iate “Flor do Cávado”

Constou ontem na cidade (Porto) ter naufragado ao sul da barra de Esposende o iate “Flor do Cávado”, que ia da Figueira da Foz para Esposende, com pedra de cal.


Características do iate “Flor do Cávado”
Armador: Amândio de Jesus Teixeira, Porto
Nº Oficial: N/d - Iic: H.K.J.F. - Porto de registo: Viana do Castelo
Construtor: António Dias dos Santos, Fão, 1891
Arqueação: Tal 105,95 tons - 299,833 m3
Dimensões: Pp 25,65 mts - Boca 7,07 mts - Pontal 2,48 mts
Propulsão: À vela

O sinistro deu-se ante-ontem, de tarde, caindo o iate sobre a praia, por motivo de falta de vento e o mar estar agitado. A tripulação salvou-se, mas o navio está perdido. O iate era de 105 toneladas e pertencia ao sr. Amândio de Jesus, desta praça.
(In jornal “Comércio do Porto”, terça-feira, 23 de Maio de 1899)